Ve-se, pois, que os verdadeiros perigos da castração, na menina, precedem o complexo de Édipo e impedem-no até de instalar-se normalmente.
Duas coisas podem acontecer: ou a inferioridade fálica da menina jamais é aceita por ela, nunca se conformando por ser menina e lamentando sempre não ser rapaz [...] a sua inferioridade morfológica real é uma constante ocasião de sofrimento inconsciente, de vergonha consciente para a menina por ser aquilo que é - por seu "feia". Reage pela negação da angústia e a "fuga para a frente", numa luta ambiciosa de rivalidade com os rapazes nos mesmos esportes, nas mesmas atividades, nos mesmos estudos a que eles se dedicam [...]
Observa-se-ão essas meninas, na puberdade, tornarem-se cada vez mais "envergonhadas", de uma timidez doentia, fóbicas, sem confiança em si próprias, a ponto de não poderem triunfar em qualquer das atividades em que anteriormente tinham-se mostrado dotadas, pois o menor fracasso as tornaria - por causa dos sentimentos de culpabilidade e de inferioridade inerentes à angústia da castração fálica - de uma intrasigência desumana a respeito delas próprias [...]
O Superego proíbe-lhes utilizarem as possibilidades de sedução feminina que as faria entrar, inconscientemente, em rivalidade com a mãe onipotente, mágica, castradora, adorada e detestada, da qual o Superego dessas mulheres se converteu num eco ampliado. Além disso, há uma regressão para zonas erógenas arcaicas, nas quais se consuma, de modo simbólico, a recusa da sexualidade genital (anorexia, prisão de ventre, dores, espasmos, perturbações gastrintestinais, indigestões, vômitos) [...]
Um violento Superego interdita nela as mínimas tentativas de identificação com a mãe (porque para o inconsciente, isso representaria a aceitação do seu sexo); e é com uma amorosidade egopossessiva que se esforça por obter o falo para si própria, tentando então identificar-se com os rapazes.
Leia mais em "Psicanálise e pediatria" de Françoise Dolto.
Duas coisas podem acontecer: ou a inferioridade fálica da menina jamais é aceita por ela, nunca se conformando por ser menina e lamentando sempre não ser rapaz [...] a sua inferioridade morfológica real é uma constante ocasião de sofrimento inconsciente, de vergonha consciente para a menina por ser aquilo que é - por seu "feia". Reage pela negação da angústia e a "fuga para a frente", numa luta ambiciosa de rivalidade com os rapazes nos mesmos esportes, nas mesmas atividades, nos mesmos estudos a que eles se dedicam [...]
Observa-se-ão essas meninas, na puberdade, tornarem-se cada vez mais "envergonhadas", de uma timidez doentia, fóbicas, sem confiança em si próprias, a ponto de não poderem triunfar em qualquer das atividades em que anteriormente tinham-se mostrado dotadas, pois o menor fracasso as tornaria - por causa dos sentimentos de culpabilidade e de inferioridade inerentes à angústia da castração fálica - de uma intrasigência desumana a respeito delas próprias [...]
O Superego proíbe-lhes utilizarem as possibilidades de sedução feminina que as faria entrar, inconscientemente, em rivalidade com a mãe onipotente, mágica, castradora, adorada e detestada, da qual o Superego dessas mulheres se converteu num eco ampliado. Além disso, há uma regressão para zonas erógenas arcaicas, nas quais se consuma, de modo simbólico, a recusa da sexualidade genital (anorexia, prisão de ventre, dores, espasmos, perturbações gastrintestinais, indigestões, vômitos) [...]
Um violento Superego interdita nela as mínimas tentativas de identificação com a mãe (porque para o inconsciente, isso representaria a aceitação do seu sexo); e é com uma amorosidade egopossessiva que se esforça por obter o falo para si própria, tentando então identificar-se com os rapazes.
Leia mais em "Psicanálise e pediatria" de Françoise Dolto.
Orientando nossos filhos: O peso da castração na menina
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